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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Carnavalesco de Manaus é preso por estuprar e maltratar crianças



Foto:Reprodução
O professor de teatro e carnavalesco de Manaus, Varildo Alves de Almeida, 50, foi preso por estupro de vulnerável, exploração sexual e maus tratos de crianças. Policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) apresentam o suspeito e dão detalhes sobre o caso, na manhã desta segunda-feira (19), na sede da especializada. As vítimas eram alunos do educador.
A delegada titular da Depca, Juliana Tuma, informou que a prisão do suspeito aconteceu após denúncias. A prisão preventiva foi solicitada à justiça depois da confirmação do envolvimento do carnavalesco nos crimes. Varildo foi preso, na tarde do último sábado (17), por volta das 14h, no campo de futebol do Conjunto Osvaldo Frota, bairro Cidade Nova, Zona Norte. O pedido de prisão foi expedido no dia 8 de novembro, pela juíza Patrícia Chacon de Oliveira Loureiro, titular da vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescente.
A delegada ainda informou que o suspeito trabalhava como professor de teatro voluntário em uma escola estadual de tempo integral no bairro Nova Cidade, na Zona Norte, desde de 2014. No decorrer das investigações, foi constatado que o professor começou a cometer os crimes no final de 2015. Ao todo, mais 10 pessoas foram vítimas do suspeito, sendo todos do sexo masculino, entre 13 a 17 anos.
“Começamos as investigações após uma denúncia anônima e em seguida identificamos os alunos e começamos a ouvir as vítimas. Em cada oitiva, a gente identificava um tipo de conduta criminosa por parte do professor. Durante os trabalhos, conseguimos interceptar o telefone dele e descobrimos que ele tinha a intenção de levar esse grupo de teatro, que ele usava para atrair as vítimas, para o interior do Estado. Então, esse foi um dos quesitos que fez a gente pedir a prisão preventiva dele”, explicou a titular da Depca.
O professor chegou a consumar o ato sexual com duas das vítimas, dois adolescentes de 13 anos. Em depoimento, as vítimas relataram que o ato aconteceu nas dependências da escola onde ele atuava como voluntário.
“Umas das vítimas, relatou que o professor prometeu dar um computador no dia do seu aniversário e todos os dias o suspeito dava a quantia de R$ 3 para ele. A vítima confirmou que não gostava do que o professor fazia com ele, mas gostava dos benefícios”, falou a delegada, informando que outras testemunhas falaram que o professor cumprimentava os alunos com passada de mãos nas nádegas e que, às vezes, ele os maltratava, jogando sapato nos rostos deles e batendo com cabo de vassoura neles.
Conforme Juliana Tuma, a escola também está sendo investigada por omissão, pois há suspeita de que os responsáveis sabiam do caso, mas não deram muita importância.
“Já foram ouvidos professores, gestor e o diretor da unidade de ensino. Esse professor não passou por um processo seletivo da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc). Ele não tinha um contrato com a escola, não tinha nem documentos na unidade de ensino”, falou a delegada.
Ela disse ainda, que em depoimento, o suspeito, que pediu que o seu trabalho fosse acompanhado por uma pedagoga, porém isso não foi feito. “Descobrimos também que ele tinha acesso livre a escola, até mesmo ao aos sábados, mesmo depois das suspeitas de estupro”, continuou relatando a delegada.
O homem foi autuado por estupro de vulnerável, exploração sexual e maus tratos. Após os procedimentos ele será levado encaminhado ao Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), no quilômetro8 da BR-174.
No Facebook, Varildo aparece em eventos da Escola de Samba Cidade Nova – foto: reprodução/Facebook

Carnaval
Varildo foi carnavalesco do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Alvorada e colaborou com a escola pela última vez no carnaval de 2014, que trouxe como tema a vida do lutador amazonense do UFC, José Aldo.
A reportagem entrou em contato com a diretoria e nos foi informado que o carnavalesco deixou a escola em 2013 e apenas fez o enredo do carnaval do ano seguinte. “Ele sempre foi um bom profissional e nunca soubemos de nenhuma denúncia do tipo enquanto ele esteve na escola”, disse um dos diretores, que preferiu não se identificar.

Mara Magalhães
Portal EM TEMPO

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