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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Professores homossexuais foram queimados vivos na Bahia, diz polícia



Professores foram carbonizados pelos bandidos
Após seis meses de investigação, a Polícia Civil de Santa Luz, na Bahia, está mais perto de elucidar o caso do duplo homicídio dos professores da rede estadual de ensino da Bahia, Edivaldo Silva de Oliveira, o Nino, e Jeovan Bandeira. Os corpos professores, que eram amigos e muito queridos, foram encontrados carbonizados no porta-malas de um carro no dia 10 de junho às margens da rodovia BA-120. Segundo o delegado titular da cidade João Farias, que está responsável pela investigação, nesta quinta-feira (08), uma mulher foi presa e um menor foi apreendido, confessaram o crime e afirmaram que queimaram o carro com os professores dentro. “Eles estavam vivos quando o carro foi queimado pelos suspeitos”, afirmou o delegado.
No momento do crime estavam no carro, além dos professores, Alan Militão Pires – que foi morto essa semana depois de sair da delegacia de Valente onde estava por tráfico de drogas – Gleice da Costa Anjos, de 19 anos, que era namorada de Alan e um adolescente de 17 anos. Gleice foi presa e o adolescente foi apreendido ontem depois de denúncia anônima.
“Gleice e o adolescente contaram aqui na delegacia, na presença de seus familiares, que o objetivo era roubar objetos e bens na casa do professor Nino. Eles, com a orientação de Alan, pegaram os dois – Nino e Jeovan – e colocaram no fundo do carro, no porta-malas. Mas, quando estavam no carro, o veículo acabou capotando. Quando o carro capotou eles resolveram atear fogo no carro com os professores dentro”
Apesar dos professores serem assumidamente homossexuais, o delegado acredita que esse não foi o motivo do crime. “Aqui na cidade não tem histórico disso (homofobia). O que está sendo apurado para esclarecer é que realmente tenha sido um roubo seguido de morte”, esclarece o delegado destacando que os criminosos mataram as vítimas independentemente da orientação sexual. “Eles queriam só o dinheiro mesmo”, reforça do delegado.
Hoje, a Justiça determinou a prisão preventiva de Gleice e também a internação do menor para cumprir medida socioeducativa em Feira de Santana. Ontem quando eles estavam sendo ouvidos na delegacia a população tentou invadir a delegacia de Santa Luz. Por conta disso, eles estão em outra unidade policial – não divulgada – até serem transferidos para Feira de Santana. “Ainda estamos em diligência para ver se tem mais pessoas envolvidas no caso”, completa o delegado reforçando que o caso demorou a ser concluído por medo da população. “A população teve muito medo em denunciar. Mas, através de uma denúncia anônima conseguimos chegar aos envolvidos”, ressalta.

Correio/Blog Me Salte

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