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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Meio-irmão de líder norte-coreano Kim Jong-Un é assassinado na Malásia



Homem de 35 anos teria sido envenenado por duas agentes não identificadas.
O meio-irmão do líder da Coreia do Norte Kim Jong-Un foi assassinado na Malásia, informou nesta terça-feira (14) a agência de notícias sul-coreana Yonhap. 
A agência citou uma fonte do governo de Seul, segundo a qual Kim Jong-Nam foi morto na segunda-feira (13). Esta fonte não divulgou mais detalhes, e as autoridades de Seul não comentaram a informação até o momento.
O homem de 35 anos teria sido envenenado por duas agentes não identificadas que utilizaram agulhas envenenadas em um aeroporto de Kuala Lumpur, segundo a emissora sul-coreana TV Chosun. 
De acordo com a Yonhap, que cita múltiplas fontes governamentais, as duas mulheres chamaram um táxi e fugiram logo depois.
Na Malásia, o chefe de polícia responsável pelo Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, o comissário-adjunto Abdul Aziz Ali, declarou à AFP que um coreano de cerca de quarenta anos foi encontrado passando mal no aeroporto na segunda-feira (13). 
As autoridades aeroportuárias o levaram ao hospital, mas ele morreu no caminho, disse o chefe da polícia. 
"Não temos mais detalhes sobre este coreano, não sabemos sua identidade", disse Abdul. 
Kim Jong-Nam já foi considerado o provável herdeiro da Coreia do Norte, mas perdeu o favoritismo de seu pai, Kim Jong-Il, após uma tentativa frustrada em 2001 de entrar no Japão com um passaporte falso para visitar a Disneyland.
Desde então, viveu em um virtual exílio, principalmente no território chinês de Macau. 
Kim Jong-Un assumiu o poder como líder norte-coreano após a morte de seu pai, em dezembro de 2011. 
Kim Jong-Nam, conhecido como um defensor da reforma no Norte, disse certa vez a um jornal japonês que se opunha às transferências dinásticas de poder que ocorrem em seu país. 
Se for confirmada, a morte de Kim Jong-Nam será a de mais alto escalão sob o regime de Kim Jong-Un desde a execução do tio do líder, Jang Song-Thaek, em dezembro de 2013.

Por AFP

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