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quinta-feira, 30 de março de 2017

Investigação isenta advogado de perseguição à jovem que pulou de Mirante em MT



O delegado responsável pelo caso, Diego Alex Martiminiano afirma que não encontrou nenhum vestígio de que Ariadne foi perseguida pelo advogado, acusado por ela de assédio.
Ariadne se jogou do Mirante, em Chapada dos Guimarães, em novembro de 2016.
O delegado Diego Alex Martiminiano, de Chapada dos Guimarães afirmou que não encontrou indícios de que a bacharel em Direito, Ariadne Wojcik, que se jogou do precipício conhecido como Mirante, no dia 9 de novembro de 2016, estivesse sendo perseguida pelo advogado e ex-professor da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Santos de Barros e Silva, conforme ela denunciou.
Antes de se jogar, Ariadne postou um relato em sua página do “Facebook”, dizendo que estava sofrendo assédio e perseguição, por parte do advogado, após ter trabalhado como estagiária durante um ano com ele, em um escritório de advocacia, em Brasília.
Mesmo sem o término do inquérito, o delegado responsável pelo caso, afirma que não há vestígio de que Ariadne tenha sido perseguida pelo advogado.
“Tive acesso aos equipamentos eletrônicos de Ariadne e às conversas em redes sociais e e-mails que ela trocou com o advogado e nada foi encontrado, igual ela colocou na sua carta despedida. Ouvi também algumas pessoas que eram próximas de Ariadne, mas elas também não têm essas informações descritas pela jovem no Facebook. Nós ouvimos também os pais e as pessoas que ela cita na carta. Falamos com seu psiquiatra, e foi confirmado que ela sofria de transtornos psicológicos e se recuperava de uma profunda depressão”, explicou o delegado à reportagem.
Todos os equipamentos eletrônicos de Ariadne foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para que seja realizada uma busca mais profunda nos aparelhos para tentar identificar alguma denúncia feita pela bacharel.
Além disso, o delegado pediu a verificação de dispositivos de “espionagem” e escutas no computador da bacharel, já que ela alegou que o advogado a monitorava.
“Eu nunca poderia imaginar o que estaria por vir. Comecei no estágio novo super empolgada, eu achava aquele professor o máximo, extremamente inteligente, detalhista, perspicaz, minucioso, brilhante. Como poderia ser ruim? Até que as coisas começaram a ficar esquisitas, vários presentes injustificados, mensagens por WhatsApp totalmente fora do contexto do trabalho (P.ex: "sou seu fã", ou "você é demais") e fora de hora, muitas, muitas, muitas, perguntas de cunho pessoal. Na época eu desconfiava, mas pensava: acho que não, ele é professor da UnB, me deu 1 ano de aula, é procurador do DF, tem um currículo e uma reputação impecável, é casado, ele não faria isso”, escreveu Ariadne antes de se jogar.
Assim que sair o laudo da Politec, o delegado afirma que será realizada oitiva do advogado, que ainda não prestou depoimento, caso haja indícios de que ele possa ter ameaçado a jovem.
“Já solicitei que esses laudos sejam divulgados de uma maneira mais rápida para que podemos adiantar o inquérito. Queremos saber se havia algum dispositivo de escuta que pudesse ser usado pelo professor para monitoramento da jovem, como ela contou na carta deixada”, informou o delegado.
A reportagem entrou em contato com o advogado Rafael Santos, mas as nossas ligações não foram atendidas. Ele ainda não foi ouvido e sua oitiva poderá ser marcada após o resultado dos laudos apontar indícios de que ele possa ter intimidado a jovem e motivado a morte prematura.
A jovem morava em Cuiabá e seria nomeada para um cargo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. No dia 9 de novembro ela pegou um táxi na capital e seguiu até Mirante, ponto turístico de Chapada dos Guimarães, de onde se jogou. O corpo foi localizado horas mais tarde, no mesmo dia.

Repórter MT

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