NOME NOME NOME NOME

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Depois da acusação de assédio, José Mayer é retirado de novela da Globo



Foto:Renato Rocha Miranda/Globo/Divulgação
Após a repercussão das acusações de assédio feitas por uma figurinista da Rede Globo ao jornal Folha de S.Paulo contra o ator José Mayer, a emissora decidiu afastar o galã para dar um descanso à imagem do mesmo.
Mayer estava escalado para participar da novela “O Sétimo Guardião”, obra de Aguinaldo Silva, prevista para estrear no ano que vem. A emissora avaliou que é importante dar um tempo para o autor fora do ar para que a imagem melhore diante da opinião pública. Além disso a Rede Globo pretende não escalar o ator para fazer personagens sedutores, o que sempre foi a marca de José Mayer.
O ator nega as acusações. Através de nota, Mayer diz: “As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra (que ele interpreta na novela), não são minhas!”.

Posicionamento da Globo
Em nota sobre o caso, a assessoria de comunicação da Globo afirmou que a empresa "repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito". "E zela para que as relações entre funcionários e colaboradores da emissora se deem em um ambiente de harmonia e colaboração, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade", continua o texto. "Desta forma e tendo o respeito como um valor inegociável da empresa, esse assunto foi apurado e as medidas necessárias estão sendo tomadas. A Globo não comenta assuntos internos."

Denúncia de assédio da figurinista
Cópias do texto intitulado "José Mayer me assediou", no entanto, ainda circulam pelas redes sociais. Nele, Susllem Meneguzzi Tonani, conhecida como Su Tonani, afirma que há cinco anos foi morar no Rio de Janeiro em busca do sonho de se tornar figurinista.
No parágrafo seguinte, ela continua: "Qual mulher nunca levou uma cantada? Qual mulher nunca foi oprimida a rotular a violência do assédio como 'brincadeira'? A primeira 'brincadeira' de José Mayer Drumond comigo foi há 8 meses. Ele era protagonista da primeira novela em que eu trabalhava como figurinista assistente. E essa história de violência se iniciou com o simples: 'como você é bonita. Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus 'elogios'. Do 'como você se veste bem', logo eu estava ouvindo: 'como a sua cintura é fina', 'fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho', 'você nunca vai dar para mim?'".
Em A Lei do Amor, novela que acabou na sexta-feira (31), José Mayer interpretou Tião Bezerra. Entre as experiências profissionais de Su Tonani também está o programa Bela Cozinha, apresentado por Bela Gil (GNT). Em seu texto na folha, ela relata ter dito ao ator "com palavras exatas e claras" que não queria e que ele não poderia tocá-la. "Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha b* e disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar em meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua 'piada'. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade", continua Su Tonani.
A figurinista diz que procurou o RH, ligou para a ouvidoria da empresa e foi ao departamento da Globo que cuida dos atores. "Acessei todas as pessoas, todas as instâncias, contei sobre o assédio moral e sexual que há meses eu vinha sofrendo. Contei que tudo escalou e eu não conseguia encontrar mais motivos, forças para estar ali. A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias. Me pergunto: Quais serão as medidas? Que lei fará justiça e irá reger a punição? Que me protegerá e como?".
Su Tonani ainda escreve que sentiu culpa por não ter tomado medidas "sérias e árduas antes" e também um "arrependimento violento" por ter se calado. "E, principalmente, me sinto oprimida por não ter gritado só porque estava em meu local de trabalho. Dá medo, sabia? Porque a gente acha que o ator renomado, 30 e tantos papéis, garanhão da ficção com contrato assinado, vai seguir impassível, porque assim lhe permitem, produto de ouro, prata da casa. E eu, engrenagem, mulher, paga por obra, sou quem leva a fama de oportunista. E se acharem que eu dei mole? Será que vão me contratar outra vez", continua ela em outra parte do texto, para em seguida dizer que tem de repetir o mantra "A culpa não foi minha. A culpa nunca é da vítima".



Jb/Jc

comentário(s) pelo facebook:

0 comentários:

Postar um comentário

Os comentarios aqui publicados não expressam a opinião do blog