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sábado, 27 de maio de 2017

Universitária rompeu relação ao saber que namorado matou a ex e também foi morta em MT



Dineia Batista Rosa, de 35 anos, foi estrangulada pelo ex-namorado que não aceitava o fim do relacionamento. Ele confessou o crime e está preso.
A estudante de Direito, Dineia Batista Rosa, 35, assassinada no último sábado (20), em Cuiabá, terminou o relacionamento com Welington Fabrício de Amorim Couto, 34, ao descobrir que ele matou a primeira mulher, em 2008. A informação foi confirmada ao  pela também estudante de Direito, Ingrid Abreu, uma das colegas de sala de Dineia.
À reportagem, Ingrid disse que Dineia desconfiou de Welington quando o viu usando tornozeleira eletrônica pela primeira vez, em 2014. Ele foi condenado há 17 anos de prisão por ter assassinado a primeira esposa e cumpria pena em regime domiciliar desde 2013.
“Ela começou a desconfiar de Welington no momento em que viu ele com a tornozeleira. Eles já namoravam, mas ela só percebeu que ele era monitorado pouco tempo depois. Ela decidiu terminar o relacionamento e foi aí que ele começou a perseguí-la. Como ela trabalhava no Fórum de Várzea Grande, pesquisou e viu que ele tinha assassinado a ex-mulher”, disse Ingrid.
“Ela começou a desconfiar de Welington no momento em que viu ele com a tornozeleira. Eles já namoravam, mas ela só percebeu que ele era monitorado pouco tempo depois. Ela decidiu terminar o relacionamento e foi aí que ele começou a perseguí-la", contou uma amiga da estudante.
Por não aceitar o término do relacionamento, Welington começou a ir atrás de Dineia em todos os lugares, inclusive, na universidade onde ela estudava na Avenida Beira Rio, em Cuiabá. Ela solicitou à Justiça medida protetiva contra Welington.
“Por não aguentar mais as perseguições de Welington, Dineia resolveu ir até a Justiça para pedir que o criminoso não se aproximasse mais dela. Eu fiquei sabendo que na sexta-feira (19), um dia antes do assassinato, que um oficial de Justiça foi até à casa dele e o notificou para que não se aproximasse mais dela. Ele ficou bravo, foi até à universidade e disse ‘viu o que você fez comigo?’. Acredito, que a partir desse momento, ele começou a planejar a morte dela”, explicou Ingrid, à reportagem.
A colega da estudante afirmou que o relacionamento do casal era conturbado e que eles viviam brigando. Dineia e Welington namoravam desde 2013.
“A Dineia sempre reclamava das perseguições de Welington. Era uma relação muito conturbada. Diversas vezes, Welington ia atrás dela na faculdade e a polícia o retirava de lá. Foi uma tragédia anunciada. Pois ela já havia registrado vários boletins de ocorrência contra ele. Esperamos que pague por tudo que fez e continue na cadeia”, concluiu.

Ato de justiça
Na quarta-feira (24), familiares e amigos de Dineia fizeram um manifesto pedindo justiça e pela manutenção da prisão do assassino, em frente à universidade onde a vítima estudava, na Avenida Beira Rio, em Cuiabá.
"Era uma relação muito conturbada. Diversas vezes, Welington ia atrás dela na faculdade e a polícia o retirava de lá. Foi uma tragédia anunciada", declarou Ingrid.
De lá, o grupo caminhou até a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), na Avenida Tenente Coronel Duarte, (Av. da Prainha). A manifestação se repetiu às 18 horas.
O ato contou com a presença da promotora de justiça Lindinalva Rodrigues, da 15ª Promotoria Criminal de Cuiabá, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).

O caso
O crime aconteceu na manhã de sábado (20), no bairro Serra Dourada, em Cuiabá. O corpo de Dineia foi encontrado por policiais militares com sinais estrangulamento e com o rosto desfigurado, devido a golpes com tijolo.
O assassino não aceitava o fim do relacionamento de dois anos e inconformado invadiu a casa da ex-namorada e cometeu o crime. Ele ainda ameaçou o filho da vítima, que assistiu às cenas brutais de violência.
No primeiro caso de feminicídio cometido por Wellington ele foi condenado, em 2011, a 17 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado contra a ex-mulher.

Repórter MT

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