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domingo, 17 de setembro de 2017

Fundador da JBS volta ao comando da empresa após prisão dos filhos



O empresário Joesley Batista, dono da JBS. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O conselho de administração da JBS, maior empresa de proteína animal do planeta, escolheu José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, como novo diretor executivo. Ele vai substituir Wesley Batista no comando do grupo, após a prisão do empresário na última quarta-feira (13).
Patriarca do grupo, Zé Mineiro vai permanecer no cargo até 2019, quando terminaria o mandato de filho. Wesley Batista Filho foi eleito como diretor estatutário.
A reunião extraordinária do colegiado começou às 19 horas de sábado e se estendeu até a uma da madrugada. O nome foi aprovado por unanimidade, mesmo pela conselheira do BNDES, Claudia Santos.
A família Batista vinha, nos últimos dias, se articulando para manter o comando da JBS, após a prisão de Joesley e Wesley Batista. Sócio minoritário com 21% de participação, o BNDES exerceu forte pressão para afastar os Batista do negócio.
Foram crescendo as chances de o conselho de administração eleger um membro da própria família para substituir Wesley na presidência, em vez de apontar um executivo profissional.
A decisão foi tomada rapidamente, porque o colegiado não queria deixar a JBS acéfala por muito tempo. Na quarta-feira (13), logo após a prisão de Wesley, os conselheiros se recusaram a indicar um interino.
Três nomes da segunda geração dos Batista foram avaliados para o comando da gigante de alimentos. Um dos mais cotado era Wesley Batista Filho, que já dirige os negócios de carne bovina da empresa nos EUA e conta com a confiança dos executivos.
Além do fundador José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, outra possibilidade era o mais velho dos irmãos, conhecido como Junior Friboi. Junior já presidiu a JBS, mas vendeu sua parte e abriu o próprio negócio. Em razão disso, as chances de que ele assumisse o negócio eram menores.

Mercados começam a tirar do “armário” carne da marca Friboi
Depois de passar meses em uma espécie de ostracismo, a marca Friboi, principal nome da linha de produtos da JBS, voltou a aparecer nos folhetos de ofertas que supermercados e atacarejos distribuem a seus clientes.
Nas últimas semanas, a rede Extra destacou peças de contrafilé e alcatra Friboi em seu encarte com anúncios de promoções. A rede Guanabara, do Rio, também voltou a expor a marca -a mais recente foi na quinta-feira (14), já após a prisão de Wesley Batista, presidente da JBS.
Roldão, Makro e Dia também são alguns dos mercados que expuseram recentemente em seus tabloides de ofertas as carnes da Friboi, marca que vinha sendo evitada desde que a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista revelou os atos de corrupção praticados pela cúpula da JBS, em maio.
“Essas veiculações tiveram grande redução em junho e julho. A partir de agosto voltaram a ser mais frequentes”, diz Marília Taboada, administradora do site Ofertas de Supermercados, que fez levantamento da presença da marca Friboi nos tabloides.
A notícia de que a empresa admitia ter pago propina a políticos desencadeou reações por parte de consumidores e entidades de defesa nas redes sociais, com manifestações de repúdio e ameaças de boicote aos produtos da JBS -especialmente Friboi.
Em resposta, varejistas e a própria fabricante passaram a tratar com discrição o nome Friboi, que a JBS até então exibia ostensivamente nas propagandas de TV com celebridades de cachês milionários como Tony Ramos.
Menos associadas à imagem dos Batista, outras marcas da JBS, como Seara e Doriana, não tiveram seus anúncios descontinuados.
A confecção dos tabloides é realizada pelos varejistas, que consultam os fabricantes sobre o interesse em anunciar promoções a cada edição, cobrando por isso.
As negociações comerciais entre varejo e indústria costumam ser fechadas em pacotes que abrangem todos o material de comunicação para promoções de produtos, incluindo anúncios em TV, rádio, impressos e internet.
Quando começaram os ataques de consumidores à Friboi, a JBS recuou a exposição da marca. Em substituição, ela passou a exibir mais outros nomes do portfolio, como Maturatta e Do Chef.
Procurada, a JBS diz que “o marketing de ponto de venda é utilizado pela Friboi de modo recorrente há anos, não havendo nenhuma iniciativa extraordinária ou inédita em andamento”.
Há exatos seis meses, os frigoríficos brasileiros amanheceram com a notícia da Operação Carne Fraca. Em maio, veio o escândalo de corrupção delatado pela JBS. Em junho, os EUA anunciaram suspensão de compra de carne do Brasil por problemas sanitários.
Com estratégias para salvar sua imagem, a indústria de carnes ainda se esforça para reagir ao pesadelo de escândalos em série que a assombrou neste ano. 

(Folhapress)

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