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domingo, 10 de setembro de 2017

Preso pela Polícia Federal, o ex-ministro Geddel Vieira Lima volta a chorar em depoimento



Peemedebista está na Penitenciária da Papuda, em Brasília. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) voltou a chorar em um depoimento à PF (Polícia Federal). Ele foi preso novamente na semana passada depois que peritos encontraram suas digitais nos R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento em Salvador (BA).
Um dos ex-ministros mais importantes do governo Temer está na mesma cela na qual ele já tinha ficado em julho na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Depois de 58 dias em prisão domiciliar, Geddel voltou para o estabelecimento prisional.
A cela fica em uma área para presos com ensino superior. Mais nove detentos estão com o ex-ministro. A cela tem três treliches, vaso sanitário e chuveiro elétrico. Na primeira vez que Geddel foi preso, o motivo foi obstrução da Justiça – o Ministério Público Federal denunciou ele por suspeita de pressionar o doleiro Lúcio Funaro para que não fizesse um acordo de delação premiada. Agora, a prisão preventiva foi decretada para evitar a destruição de provas.
Os mais de R$ 51 milhões escondidos em malas no apartamento usado pelo ex-ministro também justificaram a prisão. De acordo com a Justiça, ele e Gustavo Ferraz – aliado de Geddel que também está preso na Papuda em outra cela – são suspeitos de cometer crime de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Uma cena que ocorreu na audiência que decidiu manter Geddel preso, em julho, se repetiu na semana passada. Quando chegou a Brasília, antes de ir para a Papuda, Geddel foi levado para a superintendência da Polícia Federal. Quando foi interrogado, de acordo com fontes ligadas à investigação, ele chorou muito e perguntou várias vezes se o dono da JBS/Friboi, Joesley Batista, seria preso.
Uma das provas que mais pesaram contra Geddel e Gustavo Ferraz foi o resultado do trabalho da perícia da Polícia Federal que aplicou reagentes nas caixas, malas, sacos plásticos e notas de dinheiro encontrados na terça-feira (05). Eles revelaram fragmentos das impressões digitais da mão esquerda de Geddel e da mão direita de Ferraz.
A PF não divulgou o que foi apreendido na sexta-feira (08) no apartamento do ex-ministro e da mãe dele. Não há um prazo para conclusão de análise desse material e da perícia. O juiz Vallisney de Oliveira, que decretou a prisão, deu um prazo de 20 dias para que a polícia faça cópias de todas as mídias apreendidas e autorizou a quebra dos sigilos telefônico, de mensagens, bancários e fiscais.
Geddel foi ministro no governo Lula, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal no governo Dilma e ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer. Ele deixou o Palácio do Planalto, em novembro do ano passado, depois que o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, revelou que estava sendo pressionado por Geddel para que o Iphan liberasse a construção de um prédio em uma área histórica em Salvador, onde Geddel tinha comprado apartamento. 

(AG)/Via Jornal O Sul

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