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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Bruna Linzmeyer afirma que pediram para ela não falar que é bissexual



Atriz conta que existe um tabu entre pessoas públicas de que revelar a orientação sexual resulta em menos trabalho.
(Crédito: Reprodução / Pure People)
A atriz Bruna Linzmeyer, de 24 anos, disse que ficou assustada quando foi orientada para não falar publicamente que é bissexual por conta da carreira e que o pedido ocorreu muitas vezes. A declaração foi feita em entrevista à revista Trip, da qual ela é capa do mês de outubro, e no evento Casa TPM, realizado no fim de agosto.
"Fiquei muito assustada, porque eu tinha um apartamento para pagar e meus pais não são ricos. Fiquei com medo de não ter dinheiro para pagar minhas contas, morri de medo. Mas ou eu pagava minhas contas ou eu ficava doente, tinha depressão. Não foi possível [não falar]", respondeu ao perguntarem se algum orientador de carreira já havia feito o pedido.
A atriz, que viveu recentemente a personagem Cibele em A Força do Querer, disse que existe um tabu entre atrizes e atores de que revelar a orientação sexual resulta em menos trabalho. "[Pra mim] só foi o contrário, eu só recebi convites legais", declarou.
Sobre dizer publicamente que é bissexual, ela afirma que nunca foi uma escolha. "Eu nunca escolhi falar nem não falar, eu só vivi e fui vivendo e nunca escondi de ninguém. Nunca deixei de beijar uma mulher em um restaurante ou na praia porque alguém poderia bater uma foto e isso virar notícia", disse.
“Eu sempre me apaixonei por pessoas e um dia descobri que essa pessoa podia ser uma mulher e era uma mulher”, contou Bruna. Ela fala naturalmente sobre a relação entre ser bissexual e trabalho. "É uma parte do que eu sou. Eu tenho um trabalho e isso é também o que sou, aquilo em que eu acredito. Eu, uma menina-mulher de 24 anos tendo que lidar com coisas que estão no jornal, meu rosto numa revista. Isso parece normal às vezes, mas daqui de dentro desse corpinho é só assustador", disse na entrevista.
Em agosto, durante o programa Altas Horas, Bruna falou que quase não sofreu por namorar uma mulher. "Eu resolvi criar uma espécie de bolha de pessoas que acreditam nas mesmas coisas que eu, então estou protegida. A violência e homofobia quase não me atingem, mas me mostrou o País em que a gente vive. Isso mostra como a gente precisa falar sobre isso", disse.

Fonte: Estadão

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