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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mulher do traficante Nem ficou surpresa e chorou na hora da prisão



Danúbia, mulher do traficante Nem, foi monitorada durante um mês antes de ser presa.
A primeira-dama gostava de se exibir nas redes sociais. Ao menos três perfis são atribuídos à mulher do traficante Nem da Rocinha (Foto: Reprodução/Facebook)
Danúbia Rangel, mulher do traficante 'Nem da Rocinha' é considerada a ‘primeira-dama do tráfico’, foi monitorada durante um mês pela polícia antes de ser presa, nesta terça-feira (10), na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Ela foi capturada após deixar a casa de uma amiga, nas próximidades da comunidade do Dendê, quando estava dentro de um carro.
Segundo a polícia, a primeira-dama estava pronta para ir para outro local, que não era de conhecimento dos investigadores. De acordo com os delegados da Polícia Civil Marco Aurélio Ribeiro, titular da Delegacia de Nova Iguaçu (52ª DP), e Vinicius Miranda, delegado interino da Delegacia da Pavuna (39ª DP), a Polícia Civil chegou perto de deter Danúbia em outra oportunidade, quando ela se escondeu na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré. No entanto, para evitar confrontos e o risco de balear inocentes, os agentes desistiram de efeturar a prisão. 
O delegado Marco Aurélio disse que, no momento da prisão, Danúbia teve "as reações que já conhecemos: surpresa, baque emocional, choro e tentativa de se explicar". Ainda de acorodo com a polícia, foi cumprido um mandado de prisão em aberto contra a primeira-dama. "A gente considera que essa prisão vai ser importante para o fim dessa guerra, desse confronto do tráfico de drogas no Rio de Janeiro", completou Aurélio.
A presa foi ouvida na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e deve ingressar no sistema penitenciário ainda nesta terça-feira. Ela será transferida para o Complexo de Gericinó, em Bangu. De acordo com as investigações, há cerca de um mês, uma guerra entre traficantes teve início na Rocinha depois que Danúbia foi expulsa da comunidade pelo atual chefe do tráfico e ex-segurança de Nem, Rogério Avelino da Silva. Até então, ela era a responsável por repassar as informações do marido, que está em um presídio federal, para Rogério 157. Com o racha, Nem da Rocinha teria ordenado a invasão à comunidade. 
Saída da prisão
Em março de 2016, Danúbia deixou o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio, após ser absolvida de uma acusação de associação ao tráfico de drogas por falta de provas. No entanto, seis dias depois de ser absolvida, ela foi condenada a 28 anos de prisão em outro processo pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa. Desde então, passou a ser considerada foragida da Justiça. O Disque-Denúncia oferecia R$ 1.000 por informações que levassem à prisão de Danúbia.
De acordo com a sentença, além de pagar propina à policiais para que eles fornecessem informações sobre a movimentação de PMs na comunidade, ela passou a ocupar posição de liderança na facção criminosa que atuava na Rocinha. Danúbia ainda repassava as ordens do marido, que, mesmo cumprindo pena no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, continuava controlando a facção criminosa que atuava na favela.

Danúbia chorou ao ser presa pela polícia (Agência O Dia/Rommel Pinto):
Redes sociais
A primeira-dama gostava de se exibir nas redes sociais. Ao menos três perfis são atribuídos à mulher do traficante Nem da Rocinha. Nas fotos, ela costuma aparecer de biquíni, ostentando joias e até em clima de romance com o traficante. Também há muitas fotos e homenagens a filha, que faleceu em decorrência de uma pneumonia em 2012. A menina é fruto de um relacionamento de Danúbia com Luiz Fernando da Silva, morto em confronto com a Polícia Militar, no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte da cidade.

Do R7

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