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domingo, 22 de outubro de 2017

Vídeo intimo de vereadora vaza e se espalha na internet



A vereadora Francisca Lima, de Jaicós, 352 km de Teresina, registrou boletim de ocorrência nesta semana após ter sido vítima do vazamento de um vídeo íntimo. Ela chegou a divulgar nota sobre o ocorrido em suas redes sociais, onde diz que foi vítima de um “crime virtual”. O delegado Miguel Carneiro, titular de Jaicós, está responsável pelas investigações.
“Por enquanto o que temos é o registro da ocorrência, que foi algo muito grave. Não temos pistas de suspeitos e ainda não temos materiais para serem periciados, ainda vamos buscar mais informações”, declarou o delegado Miguel Carneiro neste sábado.
Segundo ele, que não deu detalhes, o vídeo contém apenas imagens da vítima, sozinha. “Mas são imagens que atingem a honra de qualquer pessoa. Não daremos detalhes, apenas que é algo muito íntimo, que expõe muito a vítima”, explicou.
O delegado disse que ainda não é possível determinar que tipo de crime foi cometido, isso porque não há detalhes sobre se o celular da vítima foi pego sem autorização ou ainda se ela mesma enviou as imagens para alguém.
Segundo o delegado, a vereadora confirmou à polícia ter divulgado uma nota de esclarecimento sobre o caso. Na nota, ela declarou que seu aparelho celular foi invadido “criminosamente” e que se arrepende do vídeo ter sido mantido em seu celular. Leia na íntegra:
“Em atenção aos meus eleitores, amigos e toda sociedade jaicoense.
Em meio a toda conturbação sofrida por mim e minha família nos últimos dias, tenho o dever de esclarecer os fatos ocorridos:
Como é de conhecimento de todos, na última semana fui mais uma vítima de um ‘crime virtual’, onde tive minha vida íntima e privada exposta nas redes sociais. Tenho aos poucos construído minha trajetória política na cidade de Jaicós onde sempre fui uma cidadã honesta e trabalhadora, zelando por minha honra e dignidade como mulher e parlamentar, no entanto ninguém está imune ao ataque de pessoas covardes e insanas.
Eu possuía um vídeo intimo pra uso restrito e pessoal, um erro do qual me arrependo, e no entanto, uma pessoa sem minha autorização ou conhecimento, criminosamente invadiu meu aparelho celular e compartilhou o vídeo por meio do ‘whatsapp’.
É necessário esclarecer, que todos aqueles que compartilham o citado vídeo, bem como a pessoa que invadiu minha privacidade cometeram um crime e podem sofrer as conseqüências jurídicas deste ato. Quero informar que já estamos tomando a devidas providências para que estas pessoas sejam punidas.
Aproveito este momento para agradecer a todos os familiares, amigos, eleitores e a toda população que permaneceram ao meu lado neste momento tão difícil, sigo com minha cabeça erguida na certeza que minha consciência e honra permanecem tranquilas.
Que Deus nos abençoe e nos guie!
Vereadora Francisca de Lima Rodrigues”

Lei Carolina Dieckmann:
A Lei Carolina Dieckmann como ficou conhecida, é a Lei Brasileira 12.737/2012, sancionada em 30 de novembro de 2012, onde fica configurado como crime invadir o computador, celular, tablet e qualquer outro equipamento de terceiros, conectados ou não à internet, para obter, destruir ou divulgar dados sem a autorização do dono do aparelho. As penas para o crime variam de multa a até um ano de prisão. Também serão punidos aqueles que produzirem programas de computador para permitir a invasão dos equipamentos.
Se houver divulgação, comercialização ou envio das informações sensíveis obtidas na invasão, como comunicações privadas, segredos industriais e dados sigilosos, a pena pode ser elevada de um a dois terços. Se o crime for cometido contra o presidente da República, do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores, prefeitos, entre outros, a pena será aumentada de um terço à metade. Também passa a ser crime interromper serviço telemático ou de informática de utilidade pública. Além disso, dados do cartão de crédito passam a equivaler aos dados do documento particular para atribuir punição à falsificação de identidade.

Via Itaberaba Noticias

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