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terça-feira, 6 de março de 2018

Pai e madrasta são condenados por matar e esconder corpo de criança de 2 anos



De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no dia 7 de setembro o pai espancou a menina utilizando algum instrumento contundente, porque a menina defecou no colchão.
O casal Lenilson Barbosa de Souza e Kátia Cristina de Almeida Lopes, condenado pelo assassinato da menina Maria Eduarda de Souza, de 2 anos.
Por decisão do Tribunal de Júri da Comarca de Primavera do Leste (240 km de Cuiabá), o casal Lenilson Barbosa de Souza, de 26 anos, e Kátia Cristina de Almeida Lopes, de 28, foi condenado a mais de 25 anos de prisão pelo assassinato de Maria Eduarda de Souza, de 2 anos.
O julgamento ocorreu na última sexta-feira (2), quando o Tribunal do Júri, conduzido pelo juiz Alexandre Delicato Pampado, condenou Lenilson – pai da criança –  a 25 anos e nove meses de prisão, em regime fechado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, com agravo por ser o pai da criança.
Kátia, a madrasta, foi condenada a 25 anos e seis meses de prisão em regime fechado, pelos mesmos crimes. O casal está preso desde o crime.
“Considerando que os crimes foram cometidos em concurso material, suas penas devem ser somadas, na forma do art. 69 do CP, de modo que a condenação perfaz o total de 25 anos e 9 meses de reclusão, a qual torno definitiva”, disse o magistrado na decisão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no dia 7 de setembro de 2016 o pai espancou a menina utilizando algum instrumento contundente, por motivo torpe. Segundo apurado na época, o ataque de fúria do pai teria sido motivado porque a menina defecou na roupa e sujou o colchão.
Após cometer as agressões, o pai da menina deu a ela um medicamento que a deixou sonolenta e no final do dia a criança morreu, dentro de casa. Ao constatar que a menina havia morrido, o casal colocou a criança em um saco plástico, depois guardou o corpo em uma caixa de papelão e deixou escondida no quintal da casa, por aproximadamente 5 dias.
O casal viajou para Goiânia (GO) e ao retornar para casa perceberem que o corpo estava exalando um forte odor. Foi quando decidiram esconder a criança morta em uma mata. O corpo da criança foi encontrado 11 dias depois.
“Aduz que entre os dias 07 e 08 de setembro de 2016, em horário incerto, na Rua Alcides Lazaretti, ao lado do n. 300, aos fundos da Vidraçaria Vitória, Bairro Poncho Verde II, nesta cidade e comarca, teriam os denunciados, em comunhão de esforços e conjunção de vontades, matado a vítima [...], desferindo-lhe golpes com instrumento contundente, atingindo-a na região temporal direita, consoante... Teriam os denunciados, em comunhão de esforços e conjunção de vontades, ocultado o cadáver da vítima, diz trecho do documento.

O caso
O casal morava em Água Boa, onde mora a mãe da menina, de 19 anos. Eles foram trabalhar em uma fazenda no município de Paranatinga e a mãe, que tinha a guarda da filha, permitiu que a menina fosse passar uns dias com o casal.
Depois de passar um mês na fazenda, o casal foi morar em uma casa na cidade de Primavera do Leste.
Segundo relatou o pai aos policiais na época, no dia 7 de setembro, por volta de 8h, a madrasta foi ao mercado e ele ficou em casa com a menina. Ele conta que bateu na menina porque ela tinha feito necessidades fisiológicas no colchão. Em seguida, viu que a menina estava fraca, meio sonolenta então ele deu um remédio para filha, deixando-a no quarto. Por volta das 23 horas a criança morreu.
“Ele bateu na criança por volta de 8h. A criança ficou passando mal. Ele deu um remédio para dor, mas não sabe dizer o que é”, disse a delegada de Água Boa, Luciana Canaverde.

Repórter MT

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