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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Menina de 10 anos é estuprada e morta dentro de casa na Bahia



Mãe da menina relatou aos PMs que havia se ausentado para buscar outro filho na creche e deixou a menor sozinha dentro de casa.
(Foto: Mauro Akin Nassor/Correio)
Uma criança de apenas 10 anos, identificada como Milena Alves, foi estuprada na noite de quinta-feita (17) na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O crime aconteceu por volta de 17h, na rua da Manoela, no bairro Gleba A. Nas primeiras apurações, ainda na noite de quinta-feira, agentes da 18ª Delegacia (Camaçari), que estiveram no local, informaram que a menina foi estuprada e morta por asfixia dentro da própria casa. 
Até agora ninguém foi preso. Testemunhas são ouvidas na Delegacia de Homicídios de Camaçari pela delegada Maria Tereza, entre elas a mãe da vítima, Ana Alves. 
De acordo com o cunhado da mãe da vítima, Daniel Bonfim, 32, a garota saiu na companhia da mãe por volta das 7h para a escola, que fica a 200 metros da rua onde elas moravam.
A mãe, após deixar a filha, seguiu para o trabalho, uma loja de roupas no centro da cidade. A vítima voltava, todos os dias, sozinha para casa.
De acordo com o familiar, no dia do crime não foi diferente, a garota chegou em casa depois da aula, mas foi encontrada morta, em cima da cama do quarto dela pela mãe que havia chegado do trabalho. 
"Ela entrou em desespero, saiu gritando, atordoada, pedido socorro", conta Daniel. 
A garota era responsável por buscar o irmão na creche a tarde. Mas não apareceu. A princípio, após chegar em casa e encontrar a filha morta, a mãe também achou que o garoto de quatro anos havia sido sequestrado. 
"Às vezes a mãe também buscava o garoto. Quando ela entrou e não encontrou o menino, achou que algo tivesse acontecido com ele também. O menino não estava porque a garota não foi buscá-lo", acrescenta. A família morava na rua há um ano. Viviam só os três. A mãe era separada do marido.
De acordo com vizinhos,era por volta das 17h quando a mãe encontrou a filha morta em um dos quartos da residência. Três homens que moram em uma viela ao lado da casa da vítima foram considerados suspeitos pela polícia no momento que os militares chegaram ao local. 
Os três foram encaminhados para delegacia da cidade, assim que o corpo da criança foi encontrado. Um outro suspeito - um adolescente de 17 anos - foi visto pela última vez na manhã desta quinta-feira (17) por vizinhos saindo com uma sacolas e algumas caixas. Desde então ele não foi mais visto. A polícia esteve na casa do adolescente e levou uma cueca do suspeito. 
O adolescente, segundo os vizinhos, mora em um casa de dois cômodos na viela há pelo menos quatro meses. Ele morava com a mulher e a filha, mas as duas saíram de casa há dois meses.
Ainda segundo os vizinhos, o adolescente era reservado e tinha pouco contato com o restante dos moradores da viela. 
"Até agora ele não voltou, talvez tenha sido por isso que ele é apontado como suspeito. Quem não deve, não teme. Há uns quatro meses eu aluguei essa casinha pra ele, mas não tinha muito contato", conta o proprietário das casas da viela que preferiu não se identificar.  
Os outros três homens levados pela polícia são o baleiro Lucivaldo Junior, 23 anos,o  operador de logística Marlon Santos, 27 e o gesseiro Robnilson Sampaio, 28. Eles alegaram a equipe de reportagem inocência. Os dois foram ouvidos pela polícia na noite desta quinta-feira e liberados logo em seguida.
Lucivaldo foi ouvido e liberado pela polícia: 'sou inocente' Foto: Mauro Akin Nassor/Correio
"Nós estávamos no fundo da viela quando a polícia chegou. Nós somos os únicos homens que moram aqui. Fomos levados porque estávamos fumando um baseado. Sou inocente e vou fazer de tudo para contribuir com as investigação e provar a minha inocência", afirma o baleiro que mora na viela há cerca de dois meses na companhia da esposa e da filha.
O operador de logística Marlon Santos, 27, também foi encaminhado para delegacia para prestar depoimento para polícia. Ele estava passando pela rua, após o crime, quando foi abordado por policiais. "Eu tinha parada pra conversar com uns amigos. Não tenho nada com isso. Foi errado o que fizeram. Parei apenas pra fumar um baseado. Trabalho pra sustentar meu vício, apenas. Só por que sou preto e pobre?", se defende o analista.
Policiais Militares chegaram ao local após denúncia que a criança havia sido morta vítima de estupro.
"No local, os PMs verificaram o corpo de uma menina de 10 anos com sinais de violência. A mãe da menina relatou aos PMs  que havia se ausentado para buscar outro filho na creche e deixou a menor sozinha dentro de casa. Segundo ela, ao chegar à residência observou que a janela foi arrombada", afirmou a PM, em nota. 
O corpo foi removido do local pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e será enterrado nesta sexta-feira (18) às 16h no Cemitério Jardim da Eternidade no bairro da Gleba H em Camaçari.

Correio

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