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domingo, 2 de agosto de 2020

Enfermeira é morta no 1º dia morando junto com dentista em Goiás



Foto/Reprodução
Amigos e pessoas próximas da enfermeira Pollyana Pereira de Moura, 35 anos, afirmaram que a servidora pública do Ministério da Saúde estava em processo de mudança definitiva para o apartamento do cirurgião dentista Fabrício David Jorge, 42. O casal foi encontrado morto no imóvel, localizado em Águas Claras.
Segundo uma amiga de Pollyana, que não quis ser identificada, a profissional de saúde não morava no local, mas visitava o servidor da Secretaria de Saúde constantemente e passava temporadas no imóvel.
Essa quinta-feira (30/7), data em que o casal foi achado morto no apartamento, era o primeiro dia de mudança da enfermeira. A principal linha de investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) é de que ela tenha sido morta pelo companheiro, que cometeu suicídio em seguida.
A servidora foi velada e cremada neste sábado (1/8), em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. 
“Meu amado”
Pollyanna chegou a fazer um post em rede social comemorando a recuperação do dentista, que contraiu Covid-19. Na publicação, ela chama o marido de “meu amado“. Os dois foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, em Águas Claras, nessa quinta-feira (30/7).
De acordo com a postagem de Pollyanna, foram 10 dias de internação no Hospital Alvorada de Brasília. “Saturação oscilando, febre não cedia, tosse até quase desfalecer e muito cansaço”, escreveu Pollyanna, que era servidora do Ministério da Saúde.
Nas fotos, o casal aparece abraçado e também comemorando, junto à equipe médica, a cura da doença. “Eu venci a luta contra a Covid-19” diz um dos cartazes segurados por Fabrício.
O profissional, que estava cedido ao Hospital Regional de Taguatinga (HTT), teria esfaqueado a mulher e cometido suicídio logo depois, com dois cortes, um deles no pescoço.
Estava marcada para esta sexta (31/7) uma consulta do casal com uma psicóloga. Ele iniciaria o tratamento com a companheira. A profissional chegou a ligar para os dois no dia do crime para confirmar a consulta, sem saber do caso. Uma amiga dos dois falou ao Metrópoles que Fabrício, suspeito de cometer feminicídio e, em seguida, suicídio, era uma pessoa “do bem”.
“Era um cara do bem. Não tinha histórico de violência doméstica. A Polly ligou para a terapeuta que eu indiquei, ela pediu porque sentiu que ele estava precisando de um acompanhamento. Fabrício era um cara alegre, simpático e gostava muito dela. Para mim, ele não era uma pessoa assim, sabe? O que eu sei era o que ela contava, que era um bom pai e supertrabalhador”, narrou a amiga, que pediu para não ser identificada.

Metropolis





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