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domingo, 5 de agosto de 2018

Preso casal que desviou R$ 5 milhões de prefeitura ostentava vida de luxo na internet



Polícia Federal pediu mudança de prisão temporária para preventiva para Érica Cristina Carpi, suspeita de desviar dinheiro dos cofres da prefeitura de Jales.
Casal Roberto Santos Oliveira e Erica Cristina Carpi Oliveira foi preso pela PF em Jales (Foto: Reprodução/Facebook)
A Justiça aceitou nesta sexta-feira (3) o pedido da Polícia Federal de converter a prisão, de temporária para preventiva, da ex-diretora financeira da prefeitura de Jales (SP). Com isso, Érica Cristina Carpi vai ficar presa até o julgamento. Ela é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões da prefeitura para pagar despesas pessoais e de empresas da família.
O marido dela, Roberto Santos Oliveira, também teve a prisão convertida de temporária para preventiva. Para a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado Marlon Brandt, a Justiça prorrogou a prisão por mais cinco dias.
Advogados de defesa dos suspeitos disseram que vão ter acesso ao inquérito e só depois vão se pronunciar sobre o caso.
Os quatro são acusados de participar do esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Prefeitura de Jales e foram presos na terça-feira (31) durante a operação Farra do Tesouro.
Além dos quatro suspeitos, a então secretária de Saúde da cidade, Maria Aparecida Martins, também tinha sido presa temporariamente, mas a própria Polícia Federal pediu a revogação da prisão.
O esquema
Segundo a PF, Érica era responsável por realizar todos os pagamentos da prefeitura. A tesoureira emitia cheques da prefeitura, pagava boletos bancários das empresas do marido, e até transferia valores diretamente das contas públicas, principalmente da área da saúde, em benefício próprio, de seus familiares, fornecedores pessoais e de empresas.
Os valores desviados eram ocultados em bens móveis e imóveis, além de financiar as empresas que foram abertas nas cidades de Jales e Santa Fé do Sul (SP).
As investigações da PF começaram no início deste ano. Segundo a PF, há vários anos, a tesoureira seria a mentora do esquema de desvios. Ela foi contratada em 2005 para trabalhar na prefeitura sem concurso público.
A polícia localizou cheques emitidos da conta do setor de Saúde da prefeitura, assinados pela tesoureira e pela secretária da Saúde, tendo como beneficiários boutiques de grife, lojas de joias e decoração, salões de beleza, salões de festas, arquitetos, clínicas estéticas, móveis planejados. Segundo a polícia, uma vida de luxo bancada pelo contribuinte.
Érica Cristina Carpi Oliveira e Roberto Santos Oliveira foram presos por suspeita de desvio de dinheiro público em Jales (Foto: Reprodução/Facebook)
Na internet, a família da tesoureira exibia uma vida de luxo. Festas, aniversários com camisetas personalizadas e fins de semana em uma chácara na Zona Rural de Jales que, segundo a PF, é avaliada em R$ 1,5 milhão e teria sido construída com dinheiro desviado dos cofres públicos. Durante a operação, a PF encontrou cerca de R$ 16 mil em dinheiro no quarto da irmã de Érica.
As investigações apontaram que, somente nos últimos dois anos, ela teria desviado aproximadamente R$ 2 milhões.

G1

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