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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Filha de porteiro passa em quatro faculdades de medicina e vai para os EUA



Uma jovem, filha de porteiro, conseguiu passar em quatro faculdades de medicina com as notas do Enem, Exame Nacional do Ensino Médio.
A estudante Larryssa Gonçalves, de 19 anos, conseguiu bolsa integral na escola, onde o pai e a mãe (secretária) trabalham desde 2003, no Janga, em Paulista, no Grande Recife.
A estudante se inscreveu para um curso de oito meses nos Estados Unidos e, estudando em casa, foi selecionada para a The George Washington University.
“Optei por apresentar com argumentos e post-its, que eu usei para simbolizar as áreas que eu iria apresentar. Agora, meu plano é terminar minha faculdade lá. Estou lutando para isso”, conta a jovem.
Família humilde
Ser de família humilde nunca impediu a jovem de sonhar alto. Ela quer se especializar em neurologia.
Segundo o diretor da escola em Paulista onde Larryssa estudou, Genes Fernando, a jovem conseguiu os melhores resultados entre todos os alunos que já passaram pela instituição de ensino.
De ex-aluna, ela passou a ser tratada como inspiração.
“Foi uma menina de origem pobre, os pais são funcionários da escola, mas ela é muito esforçada. Procurou fazer o curso de inglês, fala o idioma fluentemente. É uma aluna que inspira novos alunos”, diz.
“Sempre fui disciplinada, tanto que, desde pequena, minha mãe fazia horário de estudo comigo. Na sétima série, eu tinha horário de estudo. Sempre tive essa educação voltada para crescer”, afirma Larryssa.
Orgulho
Mãe de Larryssa, a secretária Dulce Gonçalves diz que frequentemente é questionada sobre a filha e fala sobre o orgulho de ter criado uma pessoa tão determinada.
“Todo mundo pergunta ‘como é o projeto?’. Eu respondo que é, sempre, você colocar o foco no seu filho. Deixar ele sonhar e sonhar com ele”, afirma a mãe de Laryssa.
O pai, Marcondes Fernandes, que é porteiro na escola, está com o coração apertado, mas quer mesmo que a filha ganhe o mundo.
“É o futuro dela. A gente fica com saudade, mas tem que aguentar. É pouco tempo, cinco anos só”, diz.

Com informações do G1.
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