NOME NOME

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Jornalista Ricardo Boechat cai de helicóptero e morre



SÃO PAULO - O jornalista Ricardo Boechat morreu na queda de um helicóptero no Rodoanel no início da tarde desta segunda-feira, 11. A aeronave caiu no quilômetro 7 do Rodoanel, próximo ao acesso à  rodovia Anhanguera, próximo a chegada a São Paulo, em cima de um caminhão. 
Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, além de ser colunista da revista IstoÉ. Ele é ganhador de três prêmios Esso. O piloto e o copiloto da aeronave morreram.
e o motorista do caminhão foi socorrido.
A confirmação da morte do jornalista veio da direção de jornalismo da Band ao Estado. 
Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave caiu em cima de um caminhão que trafegava pela via, no sentido interior, próximo à praça do pedágio. 
Os bombeiros informaram que 11 viaturas foram deslocadas para o local para o resgate.
Ainda de acordo com os bombeiros, a aeronave que caiu era do modelo BELL PT HPG.
Foram feitas interdições parciais na pista do Rodoanel, sentido Perus, e na Anhanguera, sentido Jundiaí. A concessionária CCR Rodoanel informou que os motoristas podem acessar a Anhanguera, no sentido São Paulo, e pegar um retorno no KM 18 para seguir para o interior.
Repercussão
Visivelmente emocionado, o apresentador José Luís Datena noticiou ao vivo na Band a morte do colega de trabalho. “Pensei que jamais fosse dar essa informação. É uma pena ter que informar isso. Ele era hoje uma das grandes referências da história do jornalismo brasileiro, pela sua forma de combater a corrupção e pela sua forma de combater as injustiças. É é uma dor tão profunda que é difícil de explicar em palavra. Já falei de muitas perdas, mas esse é um dos piores momentos da minha vida e da minha carreira”, falou Datena.
“É como se nós perdêssemos um ente querido. Ele não era só um jornalista vigoroso como vocês costumavam ver, ele era um cara que saía com os meninos que ficam atrás das câmeras para jogar pelada, fazer um churrasco. Ele tinha o dom do amor”, disse, entre lágrimas, apresentador, acrescentando que o colega era “um verdadeiro de plantão, nas 24 horas do dia”.
Os corpos de duas vítimas estavam estre os destroços do helicóptero, que explodiu após o choque. Os bombeiros informaram que 11 viaturas foram deslocadas para o local para atender à ocorrência. De acordo com a Band, emissora para a qual o jornalista trabalhava, a aeronave voava com destino ao heliponto da empresa, em São Paulo.
Jornalistas manifestam pesar nas redes sociais
Nas redes sociais, diversos jornalistas lamentaram a morte do colega. “Meu querido amigo Ricardo Boechat. Não posso acreditar. Eu lhe devo tantos favores, tantas palavras generosas em momentos difíceis. Você foi pessoa linda, jornalista maravilhoso. Ai Boechat, tão cedo, tão cedo amigo”, escreveu Míriam Leitão, da Globo, no Twitter.
“Não estou querendo acreditar… Acabo de saber que meu querido, amado colega Ricardo Boechat, com que convivi durante tantos anos, a quem admiro e respeito imensamente estava no helicóptero que caiu em SP. Meu Deus… Dá pra encerrar esse terrível 2019”, falou Leilane Neubarth, da Globonews.
“Conheci Boechat quando ele trabalhou no Bom Dia Brasil, no fim da década de 90. Eu participava de São Paulo e ele interagia com o Renato Machado, no RJ. Cheguei a apresentar o jornal com ele no estúdio. Sempre admirei seu trabalho. Sentiremos sua falta”, disse Chico Pinheiro, também da Globo.
“Tristeza em cima de tristeza. trabalhei anos com Boechat na Band, mas passei a me sentir amigo dele depois, como ouvinte. primeira reação da minha mulher foi pensar na Veruska, na Catarina e outros filhos. realmente muito triste”, comentou Tiago Maranhão, do Sportv.
“Boechat era uma referência do jornalismo: como colunista, como âncora. Com tudo o que era, conseguia ser generoso com quem tinha menos experiência. No encontro que tivemos, me brindou com essa generosidade que nem sei se merecia”, disse Vera Magalhães, do Estado de S.Paulo.
“Ouvir Boechat no rádio todas as manhãs é um hábito que o Rio nos dá. No táxi, no ônibus, no uber, na padaria… ouvido por todos, em todo canto. Concorde-se ou não com as opiniões, um jornalista necessário. Daí, a dimensão da perda e da falta que fará”, postou André Gallindo, da Globo.

Com Estadão
<

comentário(s) pelo facebook:

0 Deixe seu comentário:

Postar um comentário

Os comentarios aqui publicados não expressam a opinião do blog