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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Jovem envolvida na morte do jogador Daniel é presa suspeita de tráfico de drogas, em Curitiba



Evellyn Brisola Perusso foi presa com 3 kg de maconha dentro da bolsa, segundo a Polícia Civil. Ela foi denunciada por fraude processual no caso da morte do jogador, mas fez um acordo com a Justiça para suspender processo.
Evellyn Perusso foi respondia por fraude processual no caso do jogador Daniel, mas fez um acordo com a justiça para suspender processo — Foto: Reprodução/RPC
A jovem Evellyn Brisola Perusso, que foi denunciada por fraude processual no processo sobre o caso da morte do jogador Daniel Correa, foi presa em flagrante, na quinta-feira (6), suspeita de tráfico de drogas, em Curitiba.
Segundo a Polícia Civil, ela foi abordada enquanto carregava três quilos de maconha na bolsa. A jovem foi encaminhada para a carceragem feminina do 5º Distrito Policial.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelos policiais militares que fizeram a prisão, Evellyn jogou a bolsa no chão quando notou a presença da polícia, o que chamou a atenção dos agentes.
A defesa de Evellyn afirmou que ainda não teve ciência de todas as circunstâncias da prisão e, por conta disso, neste momento, não tem nada a declarar.
Foram encontrados 3 kg de maconha na bolsa de Evellyn, segundo a polícia — Foto: Reprodução/RPC
Caso Daniel
O jogador Daniel Correa foi morto em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em outubro de 2018. O corpo dele foi encontrado com o órgão sexual mutilado, próximo a uma estrada rural. Edison Brittes disse que o matou porque ele tentou estuprar a esposa dele, Cristiana Brittes.
Segundo as testemunhas ouvidas no processo sobre a morte do jogador Daniel, Evellyn estava na casa de Edison Brittes quando as agressões ao jogador começaram.
De acordo com as investigações, a jovem ajudou a limpar as marcas de sangue de Daniel na casa da família Brittes.
Suspensão do processo
Evellyn respondia pelo fraude processual, mas fez um acordo com a Justiça para encerrar o processo.
Para isso, Evellyn se comprometeu a prestar 270 horas de serviços comunitários, a não se encontrar com testemunhas ou acusados no processo e a não deixar a cidade por mais de oito dias sem comunicar a Justiça.
Na decisão, a juíza Luciani Regina Martins de Paula afirmou que o acordo pode ser invalidado caso Evellyn descumpra alguma das medidas impostas.
Evellyn foi a única dos sete réus que não chegou a ser presa após o crime. Atualmente, o único réu que continua detido é Edison Brittes.
Júri popular
Com a suspensão do processo de Evellyn, seis réus aguardam pelo júri popular.
Veja abaixo os crimes a que cada um dos réus responde:
Edison Brittes Júnior
Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)
Ocultação do cadáver
Fraude Processual
Corrupção de menor
Coação do curso do processo
Cristiana Rodrigues Brittes
Fraude Processual
Corrupção de menor
Coação do curso do processo
Allana Emilly Brittes
Fraude Processual
Corrupção de menor
Coação do curso do processo
David Willian Vollero Silva
Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)
Ocultação do cadáver
Fraude Processual
Eduardo Henrique Ribeiro da Silva
Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)
Ocultação do cadáver
Fraude Processual
Corrupção de menor
Ygor King
Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)
Ocultação do cadáver
Fraude Processual

G1

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